
Link: http://www.radiometropole.com.br/entretenimento/index_noticias.php?id=VG5wak5FOUVUVDA9
A cantora internacional J.Lo irá fazer um show fechado no Camarote Salvador

De acordo com o blog de Carlinhos Rodeiro, joalheiro que fez o anel dado de presente para Kate Middleton pelo casal Victoria e David Beckham, a cantora nova-iorquina Jennifer Lopez fará um show exclusivo no Camarote Salvador, localizado no final do circuito Dodô (Barra/Ondina).
A data do show ainda não foi divulgada. Os preços para as diárias do camarote variam entre R$490 a R$900 e os seis dias podem ser comprador por R$4.890 (masculino) e R$3.690 (feminino)
Confira hit “On the Floor” de Jennifer Lopez
Link: http://entretenimento.br.msn.com/famosos/por-onde-anda-tatu

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Famosidades, Atualizado: 17/12/2011 8:00
Por Onde Anda: t.A.T.u
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Divulgação/Site Oficial
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Por GABRIELLA DIAS
RIO DE JANEIRO - Elas apareceram no cenário musical em 2003 com o hit “All The Things She Said” e já causaram polêmica por causa das cenas lésbicas. Estamos falando das meninas da dupla, t.A.T.u., Lena Katina e Julia Volkova. O Por Onde Anda desta semana mostra como está a vida das cantoras russas e te conta tudo!
Elas surgiram no mundo da música chamando atenção por vários fatores: afirmavam ser lésbicas, cantavam letras diferentes e ainda gravavam clipes controversos, como “Nas ne Dogonyat”, onde elas roubam um caminhão, saem vagando pela estrada do lado errado da pista e ainda atropelam o que estiver no caminho, e “30 Minut”, onde Julia vê Lena com um rapaz e assassina os dois.
De 2003, data do estouro da dupla, para cá já se foram oito anos e muita coisa aconteceu. As meninas do t.A.T.u assumiram que não são lésbicas e que tudo não passou de uma jogada de marketing. Além disso, em março de 2011, elas anunciaram que estavam oficialmente colocando um ponto final na duplinha, depois de muitos boatos, e lançaram o último disco da carreira: “Waste Management Remixes”. E cada uma seguiu seu caminho.
Julia Volkova, que já tinha algumas canções solos na carreira, continuou no mundo da música e, recentemente, ainda fez uma turnê pelo Brasil com o álbum “All Because Of You/Sdvinu Mir”.


Divulgação/Site Oficial
Mas a estrela queria alçar vôos maiores. Julia Volkova, ou simplesmente Yulia Olegovna Volkova, também investiu na carreira cinematográfica. Depois de atuar no filme “You and I” com a atriz Mischa Barton e sua antiga parceira de t.A..T.u, ela teve um importante papel na comédia russa “Fear Mongers”, a heroína Natalia.
Sem contar que ela já é mãe de duas crianças: Viktoria Pavlovna Volkova, de sete anos, e Samir, de três anos e meio.

Divulgação/Site Oficial
A ruivinha Elena Sergeevna Katina, mais conhecida como Lena Katina, gravou alguns singles para seu CD solo, “Lost in This Dance”. A ex-t.A.T.u também lançou a canção “Keep on Breathing” para ajudar as vítimas das tragédias que aconteceram no Japão.
É pouco provável que as duas voltem a cantar juntas com o t.A.T.u., porque no clipe “Never Forget”, Lena fez uma homenagem sombria para Julia Volkova. Durante o vídeo, o corpo de Julia é velado e Lena Katina aparece no meio da cerimônia, se aproxima do caixão e beija um porta-retrato que representa a antiga parceira.
Deu para matar a saudade das meninas?
Boa noite a todas, em homenagem às delegadas do gênero feminino, que representam 60% do total dos/das delegados/as presentes em nossa conferência.
Eu gostaria de começar saudando a ministra Maria do Rosário em nome de quem saúdo toda a mesa.
Eu gostaria de fazer uma citação especial a todas as delegadas e delegados, convidadas e convidados, observadoras e observadores, que estão aqui já quase no fim do ano. Com todas as diferenças, com todas as subjetividades, toda a pluralidade, estamos escrevendo a história da luta pelos direitos humanos da população LGBT no Brasil.
Gostaria aqui de deixar o nosso reconhecimento a uma figura imprescindível da maior conquista da cidadania LGBT na história do Brasil. Estou falando do Ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Brito, que relatou as ações que culminaram com o reconhecimento das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Gostaria que todos se levantassem e dessem uma salva de palmas.
De importância enorme nesse processo que resultou na decisão do STF, também gostaria de agradecer a Dra. Deborah Duprat, Subprocuradora-Geral da República, que apresentou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4277, sobre este mesmo assunto.
Gostaria também de expressar o reconhecimento a outra figura importante que alcunhou o termo homoafetividade, sendo utilizada por vários ministros do STF em seus discursos, além de ser a grande articuladora do Estatuto da Diversidade da OAB, a ex-desembargadora, feminista, ativista, nossa querida amiga Maria Berenice Dias, a qual eu peço igualmente uma salva de palmas.
Quando pensamos o contexto internacional observando os direitos humanos para LGBTs, encontramos 75 países que criminalizam a homossexualidade com cárcere e dentre esses, 7 países punem os homossexuais com a pena de morte. Mesmo com esse quadro desfavorável, tivemos um avanço importante nas Nações Unidas, que aprovaram uma resolução reconhecendo os direitos humanos da nossa população. O Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores teve um papel protagonista nessa conquista, o que muito nos alegra.
Isso é fruto de uma articulação internacional de organizações e ativistas que deram enorme contribuição para a luta LGBT e está aqui a Secretária Geral da ILGA, Gloria Carreaga, uma mulher mexicana, feminista, lésbica que pode ser testemunha disso.
Tão perto de nós está nossa vizinha Argentina, cuja presidenta Cristina Kirchner, que acabou de ser reeleita com 54% dos votos não mediu esforços para aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e apoiou integralmente a Lei de Identidade de Gênero, que foi aprovada na Câmara dos Deputados por maioria esmagadora e que garante todos os direitos para as pessoas trans (mudança do nome civil e mudança de gênero). Pedro Paradiso Sottile, reconhecido ativista LGBT e membro do Ministério da Justiça da Argentina está aqui e pode comprovar o que estou dizendo.
Outro exemplo importante na política internacional é a posição clara do governo norte-americano. Barack Obama e Hillary Clinton defendem em todos os fóruns internacionais os direitos para as pessoas LGBTs. “Sexual Orientation” e “Gender Identity”, ou seja, “Orientação Sexual e Identidade de Gênero” e não “opção” como temos escutado aqui no Brasil. Opção é escolher num cardápio entre feijoada ou macarrão fetuccini. Obama e Hilary são exemplos a serem seguidos, pois estão conclamando todos os países a cessarem a perseguição contra homossexuais e pessoas trans, apesar de enfrentarem diariamente uma política fundamentalista expressa pelo Tea Party (os republicanos).
RECORDAR É VIVER
Agora vem em minha mente aquele momento lindo que tivemos em 2008, quando o presidente Lula veio à abertura da I Conferência Nacional, acompanhado de 08 ministros de Estado. Me desculpem os poucos ministros aqui presentes e a ausência da Presidenta Dilma, mas envolvimento e participação são fundamentais para transformar um país homofóbico num país que respeite as diferenças e combata a miséria, pois miséria não é só falta das coisas... é também deixar matar um homossexual a cada 36 horas no país.
Naquela ocasião eu chorei, todos nós choramos. Foi um marco do reconhecimento da nossa luta por direitos humanos e da necessidade do governo brasileiro incorporar as políticas LGBTs nas suas ações.
Nesse momento em que o grande guerreiro do povo brasileiro passa por um momento difícil, eu quero deixar, se me permitem, em nome de todos LGBTs do Brasil, um recado: FORÇA LULA! VOCÊ AINDA TEM MUITO QUE CONTRIBUIR COM NOSSO PAÍS.
Falando de hoje, queria falar diretamente para a Presidenta Dilma: ... Muitos LGBTs votaram em você. Eu sou um deles! E, vôce sabe, viado e sapa é que nem geladeira, toda família tem... só muda o modelo, marca e tamanho.
Infelizmente você não pôde estar conosco, mas está muito bem representada pelo Ministro Secretário-Geral da Presidência, meu conterrâneo Gilberto Carvalho (já fizemos muita coisas juntos, muitas campanhas, muitos sonhos...), pela Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e pela Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Bairros.
Presidenta Dilma: você falou essa semana na abertura da Conferência das Mulheres que não haverá retrocesso em seu governo. E é o mesmo que queremos dizer hoje aqui: NÓS TAMBÉM NÃO QUEREMOS RETROCESSO! Queremos a liberação imediata do material didático pedagógico do Projeto Escola sem Homofobia. Não aceitamos num país laico como definido em sua Constituição que religiosos homofóbicos se tornem censores das políticas públicas.
Segundo pesquisas divulgadas, cerca de 70% da nossa comunidade já foi discriminada e 20% já sofreu violência física.
Infelizmente, o ano de 2011 foi marcado pelo crescimento da violência homofóbica. Assistimos a veiculação de diversas notícias de agressões físicas nas ruas, nas universidades, nas escolas e espaços públicos em geral. Grupos de skinheads, de orientação nazista, bem como homofóbicos em geral, têm aterrorizado homossexuais em vários lugares do nosso país.
O que nós da ABGLT queremos, a exemplo da juventude, dos idosos, das crianças e adolescentes – nós queremos a criação de uma Secretaria Nacional LGBT. Essa lacuna tem que ser preenchida e temos que ser tratados de forma igual aos outros segmentos.
As políticas públicas devem ter como princípios a garantia da laicidade do Estado. Queremos que o pacto federativo seja efetivo, e que os Estados e Municípios assumam a sua responsabilidade nessas políticas com a instalação e fortalecimento do tripé da cidadania LGBT, a instalação de uma coordenadoria, a implantação de um Conselho e a criação do Plano para implantação das políticas, com a garantia de recursos orçamentários, com controle social, transversalidade, equidade de gênero, regionalidade, territorialidade, recorte étnico-racial, geracional, garantia da acessibilidade universal entre outros.
No legislativo queremos a CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA JÁ! Pela aprovação da Lei Alexandre Ivo.
Pela aprovação do casamento civil e a lei de identidade de gênero, que respeita a identidade civil das pessoas trans.
O fundamentalismo religioso é uma erva daninha que tem se alastrado nas salas onde decisões importantes em relação aos direitos sexuais e reprodutivos devem ser tomadas para garantia de diretos.
A IGREJA NÃO DEVE DIZER O QUE É CRIME, ASSIM COMO O ESTADO NÃO DEVE DIZER O QUE É PECADO!
Os direitos humanos ou valem para todos e todas, ou não valem para ninguém.
Não queremos guerra, queremos paz e amor ao próximo.
Para concluir, gostaria de citar Chico Xavier:
“A gente pode
morar numa casa mais ou menos
morar numa rua mais ou menos
morar numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos
A gente pode
...
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos
TUDO BEM
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
...
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”
A NOSSA LUTA, É TODO DIA, POR UM BRASIL, SEM HOMOFOBIA.
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Site é especializado em atender público crossdresser
Fetiche, quem não tem? Pensando nisso, o site norte-americano xdress entrou no mercado de sexy lingeries para homens.
Sem pudor, o site se volta para pheenos que curtem um “quê” a mais. Os interessados podem contar com a equipe especializada na compra de lingeries para homens, entre elas: calcinhas, sutiãs, cintas-liga e baby-dolls.
As peças, de desenhos simples à formas complexas com babados, rendas e seda, sem dúvidas, vão fazer a cabeça de alguns pheenos.
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Depois dos americanos que lançaram uma linha inteira de lingerie masculina, parece que a moda chegou ao Brasil. Isso porque um site muito descolado acaba de lançar no mercado as ‘cuelcinhas’, que mesclam a feminilidade das calcinhas com cortes que encaixem em corpos de homens. O preço médio do mimo é de R$ 55, e a entrega é em feita em todo o território nacional. Será que o item vai entrar na wishlish dos pheenos?
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Carta Aberta ao Congresso Nacional Brasileiro

Senhores Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas,
Na semana que passou, tive a alegria e a tristeza de participar de três importantes eventos ocorridos no Brasil.
Primeiro, foi com alegria que recebemos a Unesco Internacional e demais representantes e especialistas de 25 países dos cinco continentes, incluindo México, França, Alemanha, Inglaterra, China, África do Sul, Holanda, Chile, Samoa, Austrália, Lituânia, Israel, Estados Unidos, Namíbia, Turquia, dentre outros, com o objetivo de discutir soluções para a homofobia nas escolas.
Percebemos com alegria que no Brasil, mesmo com os problemas de discriminação e violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), há avanços significativos no combate à homofobia em geral, tanto no poder Executivo quanto no poder Judiciário.
Na sexta-feira participei da entrega da 17ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2011 na qual a presidenta Dilma Rousseff reafirmou a orientação política de seu governo de que todas as políticas públicas estejam pautadas pelo respeito aos Direitos Humanos. “Não haverá país desenvolvido e civilizado, com potencial econômico mundial, se não respeitarmos os Direitos Humanos. Temos uma clara postura contra a intolerância.” E disse mais: “Não é possível um país de 190 milhões de pessoas crescerem só para alguns e excluir outros”. E citou textualmente que se deve respeitar a opção[1] (sic) sexual das pessoas. Parabéns, Presidenta Dilma!
Estas foram as alegrias.
No entanto, na quinta-feira, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, na qual foi discutido o Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que criminaliza a homofobia, vi cenas e gestos e ouvi expressões que nunca queria ver e nem ouvir. Vi quatorze deputados e uma deputada, assim como trinta e oito pastores e pastoras de religiões evangélicas fazendo a maior pressão para que nós LGBT não tenhamos cidadania plena e justa neste país. Vi senadores fazendo o alvoroço para não ser aprovada a criminalização da homofobia no Brasil. Foi triste ouvir dois senadores falarem que no Brasil não há homofobia, que o movimento LGBT quer transformar o Brasil num império homossexual, que o projeto de lei é “um lixo”, falando que é inconstitucional porque feriria a liberdade de expressão e outros argumentos beirando à ignomínia.
Nós, pessoas LGBT, não queremos privilégios, não queremos um “império” próprio. Apenas reivindicamos sermos tratados pela legislação brasileira, como seres humanos e cidadãos/ãs brasileiros/as que somos, de fato e de direito. Afinal, cumprimos o dever do voto, pagamos nossos impostos e nosso dinheiro também serve para movimentar e impulsionar a economia brasileira. No entanto, parte do poder Legislativo Federal, lamentavelmente, comete o erro gravíssimo de não nos reconhecer como tal.
Como afirmar que “no Brasil não há homofobia”? Então, como se chama a crescente e assustadora “onda” de assassinatos e violências físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, acontecendo a todo minuto em alguma região do território brasileiro, a exemplo dos ocorridos na Avenida Paulista? Como explicar o fato de, a cada 36 horas (segundo estatísticas do Grupo Gay da Bahia – GG
, uma pessoa homossexual é brutalmente assassinada no Brasil, com os mais absurdos e inimagináveis requintes de crueldade? Pesquisas realizadas por instituições de renome comprovam que 70 por cento da comunidade LGBT já foram discriminados em algum momento na vida por ser LGBT, e 20% já sofreram violência física.
Defendemos totalmente o artigo 5º inciso IX “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, porém isso não dá salvo-conduto para incentivar a violência, a discriminação e abertura para o charlatanismo desenfreado contra nós LGBT ou qualquer outro(a) cidadão/cidadã brasileiro(a).
O Projeto de Lei nº 122/2006 está de acordo com o artigo 3° inciso IV e artigo 5° da Constituição Federal, que garante que todos são iguais perante a lei sem discriminação de qualquer natureza.Também está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ainda, o Programa Nacional de Direitos Humanos II, no item 114, prevê a aprovação da lei antidiscriminatória por orientação sexual.
Ademais, projetos de lei similares já foram aprovados em 62 países em todos os continentes. 112 cidades brasileiras têm sua lei antidiscriminatória, dentre as capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Natal, Fortaleza; também vários Estados já aprovaram sua lei antidiscriminatória: São Paulo, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Pará.
Por outro lado, vi e contei, apenas um deputado federal, Jean Wyllys (PSOL-RJ) nos defender firmemente, assim como as três senadoras: Marta Suplicy (PT-SP), Marinor Britto (PSOL-PA) e Lídice da Matta (PSB-BA), seguidas pelos senadores solidários Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT- DF) e Humberto Costa, líder do PT no Senado, bem como o senador Paulo Paim (PT-RS). Também vi quatro assessorias de ministérios presentes nos ajudando. A troca do suplente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa pelo líder do PT foi a maior prova de que temos muitos(as) aliados(as) no Congresso.
Na semana que antecedeu o fato, presenciamos milhares de mensagens nas redes sociais (facebook, orkut e twitter) favoráveis e contra. Os argumentos favoráveis sempre numa lógica de construirmos um país com menos violência e com menos discriminação. Os argumentos contrários numa linha fundamentalista, beirando à teocracia.
A senadora Marta Suplicy, com sua inteligência e perspicácia, fez de tudo para que buscássemos um consenso. Falou com A a Z no Brasil. Inclusive indo até a CNBB, falando com todos e todas e nesse processo fez um substitutivo que realmente não era o ideal, mas foi o acordo possível naquele momento.
Com o acordo aumentou o número de parlamentares favoráveis, mas infelizmente os adversários não acataram as pactuações e o projeto de lei foi retirado da pauta da sessão da Comissão para reexame. Na sessão tínhamos um empate de votos. Não poderíamos correr o risco de perder. Neste sentido quero render todas as minhas homenagens à senadora Marta Suplicy. Porém, do fundo do meu coração e na minha profunda reflexão, não podemos e nem faremos mais concessões. Queremos um projeto que não hierarquize discriminações e violências. A violência que atinge uma pessoa LGBT deve ser penalizada da mesma forma que a violência que atinge uma pessoa judia, negra, indígena, com deficiência, uma mulher... qualquer pessoa, inclusive já há leis neste sentido. Enfim, queremos um projeto autêntico. Não queremos leis genéricas. Sabemos que a violência em nosso país tem cor, tem situação econômica e tem orientação sexual e identidade de gênero. Vamos para o voto, sem concessões de qualquer natureza. Queremos que sejam respeitados os preceitos da Constituição Federal, quando falam dos princípios da igualdade, da liberdade, da não discriminação e da segurança jurídica, assim como fez o Supremo Tribunal Federal no dia 5 de maio de 2011, quando reconheceu nosso direito à união estável, enquanto o projeto de lei sobre o mesmo assunto está mofando no Congresso Nacional há 16 anos.
Como já tínhamos aprovado no IV Congresso da ABGLT em novembro, vamos seguir abertos ao diálogo, mas engrossando a voz e reestruturando as táticas e as estratégias com o acúmulo de nossas forças.
Com a retirada para reexame, como já dizia Lênin, para dar "um passo para trás, para poder dar dois para frente." Vamos convocar todos(as) que são parceiros(as) e pessoas aliadas, onde estiverem para se posicionarem. Vamos pactuar amplamente com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT.
Em 2012 vamos propor que as 250 Paradas do Orgulho LGBT focalizem na criminalização da homofobia, integralmente, sem exceções e por uma educação sem homofobia, seguindo a tendência internacional.
E vamos estudar a viabilidade de novamente recorrer ao Judiciário. Será que uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade interpretaria à luz da Constituição Brasileira se somos ou não cidadãs e cidadãos com os mesmos direitos de fato, sem distinção de qualquer natureza?
Não podemos ficar satisfeitos com migalhas ou fatias de pão. Agora queremos o pão inteiro.
Aprovando a criminalização da homofobia ninguém perderá direito algum e nós, mais de 19 milhões de LGBT no Brasil, estaremos mais um passo rumo à cidadania plena.
Continuaremos sempre na política do diálogo, com respeito e tranquilidade, mas não nos amedrontaremos, apequenaremos ou acovardaremos com ameaças, seja de quem for. Queremos, como já dizia Aristóteles, ser felizes e cidadãos. Afinal a finalidade maior da vida é a felicidade.
Para concluir, gostaria de citar Chico Xavier:
“A gente pode
morar numa casa mais ou menos
morar numa rua mais ou menos
morar numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos
A gente pode
...
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos
TUDO BEM
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
...
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”
Pela criminalização da homofobia já! Pela aprovação da Lei Alexandre Ivo. Os direitos humanos ou valem para todos e todas, ou não valem para ninguém. Não queremos guerra, queremos paz e amor ao próximo.
Aproveitamos para desejar um feliz natal e que em 2012 possamos aprovar a lei.
Curitiba, 12 de dezembro de 2011
Toni Reis
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT
Professor formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná
Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Tuiuti do Paraná
Mestre em Filosofia pela Universidade Gama Filho
Doutorando em Educação
Diretor Regional da GALE, Global Alliance for LGBT Education
A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE) ofereceu hoje ao Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) uma notícia-crime contra Sophia Fernandes. No dia 9 de dezembro, a estudante teria postado em sua página do Twitter mensagens caracterizadoras de racismo contra o povo nordestino. De acordo com a OAB, as palavras usadas violentaram o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.
Entre as mensagens postadas pela jovem no microbolog estão algumas como “o twitter ta virando vaso sanitário... muita merda twittando. (Oimacacos)-nordestinos-piauienses-cearenses..// “Sai do Twitter e vai cortar tua cana pra comprar teu arroz NORDESTINO”// “Tem que usar câmara de gás pra matar teu povo”// “O Nordestino é a própria sujeira”.
Para o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, a conduta configura o crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável e de acordo com a Constituição Federal, prevê pena de dois a cinco anos de reclusão e multa.
“Sophia Fernandes que não conte com a impunidade para esse ato de desatino, próprio de pessoas ignorantes. Lembro que em novembro do ano passado, a estudante de Direito Mayara Petruso, do São Paulo, foi uma das responsáveis pela onda de manifestações de preconceito contra nordestinos, surgida na internet, após o anúncio da vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais”, disse o presidente da OAB-PE, lembrando a outra estudante que disse, também pelo Twitter: "Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado".
Na época, a OAB-PE ofereceu notícia-crime no MPF-SP que denunciou a jovem pela prática do crime de racismo. Atualmente, Mayara Petruso responde a uma ação penal pública incondicionada na Justiça Federal daquele Estado, já tendo, inclusive, sido ouvida na ação que está, agora, em fase de instrução.
Além desses dois casos, a OAB-PE já atuou em outros, como o dos internautas Amanda Régis Marcelino e Lucian Farah, de Santa Catarina, que atacaram os nordestinos após um jogo entre Flamengo e Ceará. Em outra situação, Gabriel Resende e Rodrigo Rech, de Minas Gerais, pelo Orkut, foram responsáveis por mensagens preconceituosas na ocasião do vazamento de parte da prova do Enem no Ceará e no caso da comunidade “Eu Odeio Nordestino”, hospedada no Orkut.
Tieta (Betty Faria) fala sobre preconceito e que o melhor é aceitar as pessoas como são, apesar de suas escolhas. Esse capítulo passou a mais de 22 ANOS ATRÁS (1989) e continua muito atual! Uma novela discutindo sobre homofobia contra o travesti Ninete (Rogéria) e comparando com outros tipos de preconceito. O passado às vezes continua mais moderno...
Por um Brasil sem homofobia.
Link: http://www.aids.gov.br/evento/2011/50665
Dia Mundial de Luta contra a Aids - Campanha Nacional

imagem do google
Para comemorar o Dia Mundial de Luta contra a Aids 2011, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, lança a campanha nacional "A aids não tem preconceito. Previna-se", voltada para jovens gays, durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde. Na ocasião, também haverá a cerimônia de obliteração dos selos que marcam os 30 anos de aids no mundo. Veja detalhes na programação abaixo.
8h - Distribuição de pins e preservativos na abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde - Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
9h - Lançamento da campanha e obliteração dos selos - Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
12h - Café com Ideias, conversa afiada entre governo, sociedade civil e convidados; lançamento da cartilha "Por toda a minha vida", do cartunista Ziraldo; e assinatura da política e da portaria de saúde LGBT - Tenda Paulo Frreire na área externa do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Também haverá a distirbuição de pins e preservativos.
19h - Festa da Solidariedade, no Museu da República. Com balé aéreo simbolizando a luta contra o preconceito, laço humano da solidariedade e projeção simultânea de imagens, também nos prédios do Congresso Nacional, dos ministérios da Saúde e da Educação.

A ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - é uma entidade de abrangência nacional que congrega 257 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.
Desta forma hoje, nesse país que mais assassina lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no mundo, nossas lágrimas se juntam às da família de Alexandre Ivo, jovem adolescente de 14 anos, que foi sequestrado, torturado e brutalmente assassinado em 21 de junho de 2010 por três algozes que tinham pelo menos o dobro de sua idade e porte físico muito superior. Torturado por aproximadamente 3 horas e assassinado por simplesmente ser diferente. Exatamente hoje, 30 de novembro de 2011, Alexandre teria completado 16 anos. Conheça mais sobre a história de Alexandre e sua família no blog: http://alexandrevivo.blogspot.com/2011/11/se-tivesse-dado-tempo-hoje-faria-16.html
e no facebook: http://www.facebook.com/pages/Lei-Alexandre-Ivo-OFICIAL/149014631845962
Alexandre Ivo, adolescente de 14 anos, juntamente com centenas de outros assassinados em 2010, não podem voltar mais, porém a sociedade, o Senado e a Câmara de Deputados junto com a ABGLT, junto com as “Mães pela Igualdade” e outras redes LGBT e de direitos humanos podem impedir novos assassinatos e a dor materna da ausência de seus filhos.
A exemplo da Lei Maria da Penha, a lei que será criada para combater a homofobia será batizada de Lei Alexandre Ivo, em homenagem ao adolescente e aos milhares de pessoas LGBT assassinadas no Brasil. A lei visa proteger também heterossexuais vítimas de homofobia, como foi o caso do pai que teve a orelha decepada, pois todo comportamento que foge aos padrões estabelecidos por estes assassinos, correm riscos. Em nosso país, pai não pode beijar seus filhos homens! Conheça mais sobre o projeto de lei: http://www.plc122.com.br/#axzz1fEHAixYd e www.homofobiacrime.blogspot.com
Somos todos e todas Alexandre Ivo! Sejamos favoráveis à igualdade entre os/as brasileiros/as independente de gênero, identidade de gênero, etnia, confissão religiosa ou orientação sexual. O ódio ao público LGBT não é divino e tampouco humano!
Neste dia do aniversário de Alexandre Ivo, vamos todos/as gritarmos: somos Alexandre Ivo!
No dia 8 de dezembro, a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal deverá votar a Lei Alexandre Ivo. A ABGLT convida a todo/a e qualquer cidadã e cidadão, bem como entidades e órgãos no Brasil, a lutarem por justiça! Temos a chance e contamos com você. Liguem 0800 61 22 11, gratuitamente, inclusive de celular, e deixem seu recado para os senadores do seu estado, pedindo que votem favorável ao PLC 122 - Lei Alexandre Ivo. Lei que criminaliza a homofobia no Brasil. Você deve fazer o cadastro - É rápido, e fácil. O pedido também pode ser feito por meio da Ouvidoria do Senado www.senado.gov.br/senado/ouvidoria
Centenas de pessoas já o fizeram no Brasil. Estamos esperando sua vez para o Brasil parar de derramar sangue inocente. Hoje somente quem faz oposição são religiosos homofóbicos fundamentalistas que não têm compromisso com os direitos humanos.
Para a ABGLT, familiares, parentes e amigos, todo APOIO ao projeto de lei ALEXANDRE IVO. Isso pode traduzir os anseios, respostas e demandas de luta pela vida e pela igualdade, cidadania, respeito ao público LGBT no BRASIL.
Em memória de Alexandre Ivo e tantos/as que já foram espancadas/os e assassinadas/os por ódio, discriminação e repulsa pelo simples fato de SER DIFERENTE.
Não se cale! Ligue e expresse seu amor: 0800 61 22 11
14 pesquisas científicas nacionais comprovam que 70% da população LGBT já sofreram discriminação por serem o que são, e 20% já sofreram violência física pelos mesmos motivos.
Alexandre Ivo vive em nossos corações e mentes. Sua morte e os pelo menos 3.446 assassinatos de pessoas LGBT de que se tem conhecimento não podem ficar impunes.
30 de novembro de 2011
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais