Miami Real Estate Blog Theme

Bem Vindo ao Blog da Delegada

Miami Real Estate Blog Theme

Você é gay ou bicha?

Link: http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?origem=slide&codigo=11368&target=_self&titulo=Voc%EA+%E9+gay+ou+bicha%3F+

A pergunta que dá título a este texto pode parecer uma coisa atrasada e batida, mas não é. Duas recentes matérias aqui do A Capa levantaram esta polêmica, isso porque ambas carregavam a palavra "bicha" em seus respectivos títulos: "Bichas do rock" e "Bichas invadem a novela Ti ti ti". Choveram comentários. A maioria contra o uso da palavra e poucos favoráveis.

Mas, qual é a origem da palavra bicha? Segundo o pesquisador James Green, em seu livro "Além do Carnaval", não existe uma definição certa para a sua origem, existe uma hipótese: o termo apareceu no inicio do século XX e acredita-se que é uma adaptação da palavra francesa "biche", que significa corsa, feminino de veado. A palavra "biche" também era usada para se referir à jovem mulher francesa. Já no Brasil, a palavra "biche", que viraria "bicha", seria usada no começo do século XX para designar as prostitutas.

Ou seja, percebemos que a origem da palavra bicha tem a sua raiz ligada às mulheres. Porém, não há estudo que aponte o momento histórico da apropriação da palavra entre homossexuais. O que se sabe é que os homossexuais começaram a se tratar por "bicha" desde o início do século XX. Com a explicação, podemos levantar uma hipótese para a aversão das pessoas pelo termo: sua conotação feminina. Por conta de um machismo cultural que marca homossexuais e héteros, ninguém quer ser referenciado como feminino ou passivo.

E a palavra gay? Essa é usada desde o começo do século XX nos Estados Unidos. Inicialmente o termo servia para designar homens que faziam sexo com outros homens. Foi nos anos 60 que o movimento passou a utilizá-la para denominar orientação sexual homo.

Qual é o problema com a palavra bicha?
A outra resposta quem fornece é João Silvério Trevisan em sua obra "Devassos no Paraíso" - leitura obrigatória, diga-se -, que após o boom da Aids houve uma metamorfose na cultura homossexual no Brasil. Passou-se a idealizar o homem másculo, viril e saudável. Os homossexuais queriam se distanciar da imagem da bicha feminina, que tanto figurou os anos 60 e 70, e surge aí a famosa "Barbie". Toda trabalhada no músculo.

Já a palavra gay chegou como muita coisa chega ao Brasil: importada e sem qualquer referência histórica com os homossexuais brasileiros. Ou seja, antes de ser algo pejorativo, a palavra bicha é para definir o sujeito que vive fora da sexualidade aceita pela sociedade, e quando este opta por ser chamado de "gay" está na verdade se higienizando, da mesma maneira que muito gays depreciam aqueles que são passivos e femininos. Machistas e higienistas.

Sendo assim, a palavra bicha se torna um "xingamento" até mesmo entre os homossexuais, quando, na verdade, deveria ser o contrário. É notório que as duas últimas gerações tem optado por chamar os amigos de bicha, beesha e bee. Menos preconceito e menos machismo. Não que este último esteja desaparecendo.

Portanto, o problema não está no fato de usar ou não a palavra bicha para denominar gays masculinos e femininos. Sim, elas também são bichas. O problema está no machismo que ainda assola os homossexuais. O problema está em ainda se achar que a "bicha" é aquela feminina e passiva. Quando na verdade bich@s som@s tod@s n@s.

O repúdio pela palavra bicha nada mais é do que reforçar todo o preconceito com o qual os homossexuais são vitimas. Ou como diria Judith Butler, tal preconceito é "atender os objetivos reprodutivos de um sistema de heterossexualidade compulsória". É preciso entender que as masculinidades e as feminilidades "não são naturais, mas uma ideia cultural" (Simone de Beauvoir). Os Dzi Croquettes nunca fizeram tanto sentido.

Fonte: Acapa.Virgula.Uol

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo

Link: http://pe360graus.globo.com/noticias/mundo/saude/2010/05/27/NWS,513830,9,562,NOTICIAS,766-COQUETEL-ANTI-HIV-REDUZ-TRANSMISSAO-VIRUS-DIZ-ESTUDO.aspx

Foram testados 3.381 casais em que um parceiro tinha o vírus e outro não; pesquisa mostra que remédios também podem ser usados para prevenção

Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (27).

O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.

Em um estudo publicado pelo jornal britânico "The Lancet", médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos. Cada casal era "sorodiscordante", ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus.

Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.

Os pesquisadores recolheram amostras de sangue do outro parceiro a cada três meses para ver se ele ou ela haviam sido infectados. A pesquisa foi monitorada de perto por um comitê de ética, e incluiu um treinamento em sexo seguro, assim como exames de saúde de rotina.

APENAS UM

Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros.

Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.

No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores.

"A utilização de ART (antirretrovirais) por pacientes infectados pode ser uma estratégia eficaz para realizar reduções do número de transmissões" de HIV, afirma o estudo.

MENOS VÍRUS

Isso ocorre porque o coquetel anti-HIV diminui a presença do vírus no sangue e em fluidos corporais, como sêmen ou muco vaginal, e por isso dificulta a transmissão para pessoas não infectadas, acreditam os especialistas.

Entretanto, advertem que, ainda que os remédios possam diminuir o risco de transmissão, o perigo existe, e por isso sexo seguro é essencial.

O estudo, liderado por Deborah Donnel da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, focou-se apenas nas relações heterossexuais.

Também não foram observados outros modos de transmissão do vírus, como o sexo anal, o compartilhamento de agulhas ou de mãe para feto.

Fonte: PE360Graus/Globo.com

blogging software
Miami Real Estate Blog Theme