
Cabeleireiro e comerciante foram nesta terça-feira até cartório de Jacareí.
Juiz converteu nesta segunda a união civil dos dois em casamento.

O cabeleireiro Sérgio Kauffman Sousa e o comerciante Luiz André Moresi buscaram na manhã desta terça-feira (28) no Cartório de Registro Civil de Jacareí, no interior de São Paulo, a certidão do primeiro casamento civil gay do Brasil. O documento é consequência de uma decisão do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões do município, que converteu nesta segunda-feira (27) a união estável deles em casamento.
Os dois se emocionaram durante a rápida cerimônia de registro civil. A mesa colocada para assinar o documento foi adornada com a bandeira colorida símbolo do movimento LGBT. Depois da cerimônia, eles trocaram alianças, se beijaram e abriram um champagne. Durante discurso, Luiz dedicou o casamento aos militantes, à Justiça em Jacareí e aos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Estamos fazendo história”, disse Luiz. “Desde adolescente, eu queria casar, mas não com uma mulher. É um conto de fadas realizado”, disse Sérgio.
Quem também discursou foi o promotor de registros de Jacareí José Luiz Bednarski. Ele lembrou que na Constituição homens e mulheres são iguais e têm os mesmos direitos garantidos. Durante o discurso que emocionou o casal, ele afirmou que espera “que essa semente plantada hoje seja no futuro se transforme em uma grande árvore”.
Casal trocou alianças durante casamento.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), é o primeiro caso de casamento civil homoafetivo no país. Com a decisão, os dois se tornaram oficialmente casados e passarão a usar o mesmo sobrenome: Sousa Moresi.
“É uma felicidade imensa. Ainda estou tentando compreender esse momento histórico. A ficha precisa cair que esse é um momento que vai ficar na história. A gente luta por tantos anos e quando acontece, a gente entra em êxtase. É por isso que eu divido e dedico essa vitória a todos os militantes”, contou ao G1 Luiz André.
Segundo Kauffman, o casamento civil chega após oito anos de união estável. No dia 17 de maio, eles foram ao cartório oficializar a união. No dia 6 de junho, pediram a conversão da união em casamento civil. Segundo o TJ, o Ministério Público deu parecer favorável ao pedido, que “foi instruído com declaração de duas testemunhas, que confirmaram que os dois ‘mantêm convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituir família’.”
De acordo com o TJ, a decisão do juiz Fernando Henrique Pinto tem como principal fundamento o julgamento do Supremo Tribunal Federal, de 5 de maio, que reconheceu a união estável de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Ao G1 o juiz disse que com o casamento os dois passam a ter os direitos garantidos após a morte de um deles. "Quando há a união estável, você tem de provar quando um falece que esta união valia na data da morte. Com o casamento, basta apresentar a certidão. É uma garantia. Tanto que faço a recomendação a todos os casais, homossexuais ou heterossexuais, que vivam em união estável que se casem."

Depois da cerimônia, eles trocaram alianças, se beijaram e abriram um champagne (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Fonte: G1 - Globo.com
Link: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4626165-EI294,00.html
A Suprema Corte do México aprovou hoje a adoção de menores de idade por casais homossexuais no Distrito Federal, onde fica a Cidade do México, capital do país.
No último dia 5, o Supremo mexicano aprovou o casamento gay no Distrito Federal.
Na segunda sessão dedicada ao tema, nove dos 11 juízes do tribunal respaldaram a constitucionalidade da medida, enquanto os outros dois rejeitaram a proposta.
Com a medida, os casais do mesmo sexo do Distrito Federal terão os mesmos direitos para adotar crianças que os casais heterossexuais.
A ação de inconstitucionalidade desestimada hoje foi promovida pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o chefe de Governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, e a Assembleia Legislativa do Distrito Federal (ALDF), dominada pelo esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD).
Para os dois juízes que se opuseram à adoção por casais gays, Guillermo Ortiz Mayagoitia, presidente do Supremo mexicano, e Salvador Aguirre Anguiano, o casamento era uma instituição anterior à existência da Constituição mexicana e une "permanentemente" um homem com uma mulher para "procriar", o que se rompe com as adoções para casais do mesmo sexo.
Um dos magistrados que apoiaram a medida, José de Jesús Gudiño Pelayo, defendeu a "congruência" entre a decisão de permitir as adoções e a de autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Distrito Federal mexicano.
Para vários dos juízes a favor das adoções por casais gays, o que há na Constituição mexicana é um compromisso com a defesa da família, independentemente da forma, e apontaram como "discriminatório" que famílias formadas por pessoas do mesmo sexo não tivessem os mesmos direitos que as heterossexuais a respeito das adoções.
Em março passado, entraram em vigor as remodelações do Código Civil que permitem as uniões entre pessoas do mesmo sexo na Cidade do México, as quais foram aprovadas pelo Legislativo da capital mexicana. O Governo mexicano recorreu da decisão por meio da PGR.
Fonte: Terra/Noticias
Curso vai ensinar também a ter controle emocional.
Aulas começam neste fim de semana em Campinas.

Durante o curso, jovens aprenderão a desarmar agressor (Foto: Divulgação/ Escola Jovem LGBT)
A Escola Jovem LGBT, em Campinas, a 93 km de São Paulo, vai oferecer um curso de defesa pessoal gratuito, com duração de três meses, destinado ao público LGBT. As aulas começam neste sábado (14). Uma turma de jovens de 14 a 20 anos vai aprender técnicas para evitar situações de risco e agressões físicas.
O curso é aberto para diferentes públicos e já tem 9 das 10 vagas que foram abertas preenchidas. Entre os inscritos estão mulheres (tanto homossexuais como heterossexuais), travestis e gays. “Os alunos vão aprender a se defender contra pauladas, facadas e socos, além de técnicas de imobilização”, afirma o professor e mestre em artes marciais Paulo Claro, que vai ministrar o curso. “O aspecto preventivo também é fundamental. Eles também vão aprender a ter mais controle emocional. Porque se reagir errado, morre.”
O mais importante do curso, na opinião de Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGBT, é que ele vai ajudar a resgatar a autoestima de um público que, às vezes, é vítima de violência gratuita. “Acho que o curso ajuda a despertar no jovem a necessidade de cuidar de si. O jovem que sofre algum tipo de preconceito tende a ter uma autoestima muito baixa e, por isso, fica muito vulnerável. Ele se mete em qualquer furada”, afirma.
Outro aspecto importante do curso é a ênfase dada à necessidade de aprender a escapar de situações de risco. “Mais importante do que saber lutar é saber escapar. Fugir não é só sair correndo. É preciso aprender a identificar o risco”, diz o diretor da escola, que é idenficada como um "ponto de cultura" e recebe verbas do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Voltada para jovens homossexuais, ela foi inaugurada no início deste ano.

Para Leandro (de verde), ladrões identificam
homossexuais como 'vítimas fáceis' de suas ações(Foto: Letícia Macedo/G1)
O bailarino e professor de dança Leandro Henrique Ochialini, de 20 anos, sentiu necessidade de aprender a se defender e acredita que o fato de ser homossexual faz com que ele seja considerado pelos ladrões uma vítima mais fácil. “Eles pensam que a gente não tem força e que, por ser gay, não vou saber me defender. Só quero garantir a minha segurança”, diz.
A travesti Juana, de 19 anos, que já foi assaltada quatro vezes está entre os inscritos. “Fui assaltada duas vezes no mesmo mês quase no mesmo lugar. Depois disso eu peguei a mania de ficar sempre olhando para trás para ver se estou sendo seguida. Por isso, a gente tem que ficar esperta”, afirma a estudante do primeiro grau.
Serviço:
Escola Jovem LGBT
Rua José Camargo, 382 - Nova Europa - Campinas
Telefone (19) 3307-3764
E-mail: escola@e-jovem.com
Fonte: G1 Noticia

A pergunta que dá título a este texto pode parecer uma coisa atrasada e batida, mas não é. Duas recentes matérias aqui do A Capa levantaram esta polêmica, isso porque ambas carregavam a palavra "bicha" em seus respectivos títulos: "Bichas do rock" e "Bichas invadem a novela Ti ti ti". Choveram comentários. A maioria contra o uso da palavra e poucos favoráveis.
Mas, qual é a origem da palavra bicha? Segundo o pesquisador James Green, em seu livro "Além do Carnaval", não existe uma definição certa para a sua origem, existe uma hipótese: o termo apareceu no inicio do século XX e acredita-se que é uma adaptação da palavra francesa "biche", que significa corsa, feminino de veado. A palavra "biche" também era usada para se referir à jovem mulher francesa. Já no Brasil, a palavra "biche", que viraria "bicha", seria usada no começo do século XX para designar as prostitutas.
Ou seja, percebemos que a origem da palavra bicha tem a sua raiz ligada às mulheres. Porém, não há estudo que aponte o momento histórico da apropriação da palavra entre homossexuais. O que se sabe é que os homossexuais começaram a se tratar por "bicha" desde o início do século XX. Com a explicação, podemos levantar uma hipótese para a aversão das pessoas pelo termo: sua conotação feminina. Por conta de um machismo cultural que marca homossexuais e héteros, ninguém quer ser referenciado como feminino ou passivo.
E a palavra gay? Essa é usada desde o começo do século XX nos Estados Unidos. Inicialmente o termo servia para designar homens que faziam sexo com outros homens. Foi nos anos 60 que o movimento passou a utilizá-la para denominar orientação sexual homo.
Qual é o problema com a palavra bicha?
A outra resposta quem fornece é João Silvério Trevisan em sua obra "Devassos no Paraíso" - leitura obrigatória, diga-se -, que após o boom da Aids houve uma metamorfose na cultura homossexual no Brasil. Passou-se a idealizar o homem másculo, viril e saudável. Os homossexuais queriam se distanciar da imagem da bicha feminina, que tanto figurou os anos 60 e 70, e surge aí a famosa "Barbie". Toda trabalhada no músculo.
Já a palavra gay chegou como muita coisa chega ao Brasil: importada e sem qualquer referência histórica com os homossexuais brasileiros. Ou seja, antes de ser algo pejorativo, a palavra bicha é para definir o sujeito que vive fora da sexualidade aceita pela sociedade, e quando este opta por ser chamado de "gay" está na verdade se higienizando, da mesma maneira que muito gays depreciam aqueles que são passivos e femininos. Machistas e higienistas.
Sendo assim, a palavra bicha se torna um "xingamento" até mesmo entre os homossexuais, quando, na verdade, deveria ser o contrário. É notório que as duas últimas gerações tem optado por chamar os amigos de bicha, beesha e bee. Menos preconceito e menos machismo. Não que este último esteja desaparecendo.
Portanto, o problema não está no fato de usar ou não a palavra bicha para denominar gays masculinos e femininos. Sim, elas também são bichas. O problema está no machismo que ainda assola os homossexuais. O problema está em ainda se achar que a "bicha" é aquela feminina e passiva. Quando na verdade bich@s som@s tod@s n@s.
O repúdio pela palavra bicha nada mais é do que reforçar todo o preconceito com o qual os homossexuais são vitimas. Ou como diria Judith Butler, tal preconceito é "atender os objetivos reprodutivos de um sistema de heterossexualidade compulsória". É preciso entender que as masculinidades e as feminilidades "não são naturais, mas uma ideia cultural" (Simone de Beauvoir). Os Dzi Croquettes nunca fizeram tanto sentido.
Fonte: Acapa.Virgula.Uol

Perfil de Lea T na Vogue Paris
O travesti brasileiro Lea T, que há pouco atendia pelo nome de Leandro Cerezo ou Leo para os íntimos, depois de fazer parte do casting da campanha de inverno 2010 da grife Givenchy, ganhou perfil na nova edição da Vogue Paris em que aparece completamente nu tampando a genitália com uma das mãos. A foto faz parte de uma seleção preparada por Carine Roitfeld em que indica suas apostas para o mercado fashion.
A história de Lea T com a moda começou por conta de sua amizade com Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy, para quem Lea foi assistente. Daí por diante ganhou matéria em vários sites especializados, contrato com a agência Women (que tem nomes como Isabeli Fontana, Aline Weber, Natasha Poly e Mariacarla Boscono) e foi entrevistada pela revista Vanity Fair italiana, publicação para qual revelou ser filha de um ex-jogador de futebol brasileiro e que até o fim do ano fará uma cirurgia para mudar de sexo.
Embora Lea nunca tenha revelado o verdadeiro nome de seu pai, o jornal carioca Extra investigou e afirma que o atleta em questão é Toninho Cerezo, atual treinador do Sport Club do Recife. A relação entre os dois parece ser bem distante. Lea disse para a revista italiana que fala pouco com o pai e não passa de um "Oi. Como está? Tudo Bem?".
Fonte: Terra Noticias